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icon Parque Serra do Rola Moça, Brumadinho/MG - Desativada desde 2001
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A Mina de Casa Branca está localizada na área de amortecimento do Parque Serra do Rola Moça, no município de Brumadinho/MG e é de propriedade da Mineração Geral do Brasil – MGB. Desativada desde 19 de junho de 2001, trabalhamos na descaracterização e recuperação ambiental da área.

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Cavas da Mina Desativada de Casa Branca

Cavas são grandes escavações abertas no solo resultantes da atividade de mineração, formadas durante a retirada do minério. Na época em que iniciou o trabalho de mineração na área de amortecimento da Serra do Rola Moça, elas não foram projetadas para armazenamento de rejeitos. Ainda assim, essa opção foi analisada como alternativa no projeto de descaracterização das barragens construídas pelo método à montante da MGB e foi desconsiderada pelos estudos auditados por empresa indicada pelo MPMG.

A topografia das cavas e do Parque não comporta o volume total envolvido. A soma do rejeito com os barramentos argilosos necessários para sua contenção — materiais que viriam de fora do Parque — excede a capacidade física das cavas. Isso resultaria em danos ambientais adicionais em outras áreas e deixaria um passivo ambiental permanente dentro do Parque.

Além disso, mesmo que o volume coubesse, a utilização de rejeitos em cavas com contenção por barramentos é caracterizada pela Agência Nacional de Mineração (ANM) como barragem. Ou seja, essa alternativa criaria uma estrutura de risco em uma mina desativada, comprometendo o Ribeirão Catarina em caso de ruptura da estrutura. Portanto, não é possível desfazer uma barragem criando outra em área de preservação.

No caso das cavas localizadas na serra do Rola Moça não. Essas cavas são resultado de antigas atividades de lavra e não foram concebidas para contenção permanente de rejeitos. Para esta alternativa, haveria a necessidade de construir uma nova barragem (cavas com rejeitos + barramentos argilosos), com riscos associados. Qualquer falha futura de monitoramento, o Ribeirão Catarina, um importante manancial da região, ficaria completamente comprometido.

Sim. Os estudos mostraram que a destinação de rejeitos para essas cavas especificamente pode comprometer cursos d'água e aquíferos próximos, afetando a qualidade da água e a biodiversidade do Parque, que é uma área ambientalmente sensível.

A MGB adota a diretriz de retirar o rejeito para fora do Parque, destinando-o a locais tecnicamente adequados, licenciados e projetados especificamente para esse fim, priorizando a segurança ambiental e das comunidades.

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Projeto de Alargamento de 1,2 km da Estrada

É um projeto de ampliação de aproximadamente 1,2 km de estrada existente, necessário para viabilizar a retirada segura do rejeito para fora do Parque da mina desativada de Casa Branca.

O alargamento é uma exigência do Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual, pois garante melhores condições de tráfego, segurança operacional e redução de riscos durante o transporte do rejeito, evitando impactos principalmente para o trânsito de carros pequenos na via principal.

A última versão do projeto foi alterada a pedido da ONG AMDA e está em fase de auditoria. Após todas as exigências da auditoria serem cumpridas, o projeto segue para a aprovação dos órgãos ambientais competentes.

Todo o projeto é planejado para minimizar impactos. As intervenções são pontuais, acompanhadas de medidas de controle ambiental com estudo de fauna e flora e mitigação conforme exigido pelos órgãos competentes.

Esse alargamento é semelhante aos que serão feitos em vários trechos da estrada do Rola Moça pela Vale. Todas as obras seguem a conformidade legal e contam com as devidas reparações ambientais.

O grande diferencial é o inédito sistema de passagens para fauna, com 1,5 m de largura e 1,5 m de altura, instaladas em pontos estudados justamente onde os animais costumam atravessar.

Ao todo, estão previstas 7 (sete) passagens subterrâneas e 2 (duas) aéreas, garantindo segurança para diferentes espécies.

E tem mais: as passagens serão acompanhadas de cercas direcionais, que vão conduzir os animais até os locais seguros de travessia. Assim, em vez de cruzarem a estrada em pontos de risco, a fauna será naturalmente guiada até os túneis e passagens elevadas, reduzindo ainda mais as chances de atropelamento.

O principal benefício é a retirada definitiva do rejeito para fora do Parque, eliminando qualquer possibilidade de passivos ambientais dentro da área de preservação, inclusive, a garantia de inviabilização de mineração futura.

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Ainda tem dúvidas?

Entre em contato conosco. Estamos à disposição para esclarecer qualquer questão sobre o projeto de descaracterização e recuperação ambiental.